Seja bem vindo! 05 de Setembro de 2010
Pós Itajaí
     
  Imperdível  
     
  Pós Graduação em Fitoterapia Clínica Avaçada em Saúde  
     
 
 
 

Introdução

A fitoterapia é uma palavra de origem grega, phito (plantas) e therapia (tratamento). Caracteriza a melhora de estados patológicos pela utilização de substratos naturais, como plantas frescas, secas e seus preparados, a fim de prevenir, aliviar ou curar uma doença. Para tanto, podem ser utilizadas diferentes partes de uma planta (raiz, casca, flores ou folhas), que viabilizam diferentes preparações para uso profilático ou terapêutico.

Algumas plantas medicinais também são consideradas alimentos  e  especiarias. Essas ervas, além de fontes de sabores diferenciados na culinária e gastronomia, ainda conferem funções importantes na fitoterapêutica pela presença dos incontestáveis fitoquímicos, vitaminas e sais minerais presentes.

A utilização de plantas como medicamentos pela humanidade é tão antiga quanto a história do homem. O processo de evolução da chamada �arte da cura� se deu de forma empírica, em processos de descobertas por tentativas, de erros e acertos. Neste processo, os povos primitivos propiciaram a identificação de espécies e de gêneros vegetais bem como das partes dos vegetais que se adequavam ao uso da medicina.

Hoje, o cenário da fitoterapia abrange possibilidades para os profissionais da saúde interagirem em caráter multidisciplinar, visando otimizar a saúde da população. O CFN dentro das terapias complementares criou uma  minuta de resoluções (em andamento), que possibilita ao profissional nutricionista a prescrição dos fitoterápicos. A pertinência e a importância do uso da fitoterapia por esse profissional se dá pela grande interface com a nutrição, comprovada pelos crescentes estudos das propriedades funcionais tanto na área das espécies vegetais como na de alimentos.

Determinantes metabólicos (FITO + NUTRIÇÃO FUNCIONAL)

Existem alterações positivas nos aspectos fisiológicos e bioquímicos do organismo frente aos princípios ativos das plantas. O sinergismo entre os fitoquímicos das plantas e dos alimentos através dos chás, extratos, temperos entre outras formas de apresentação, tem ações funcionais e  fitoterapêuticas. A melhora da capacidade funcional dos órgãos e sistemas  com o uso dos fitoterápicos se daria pelos efeitos que eles apresentam sistematicamente no organismo. O enfoque inicial está no aumento da digestibilidade e melhora do aproveitamento e da aceitabilidade da alimentação. Outros fatores correlacionados com a nutrição seriam as ervas ampliando a variedade e a adequação da alimentação, pois são fontes de nutrientes essenciais com importantes funções no organismo. O principal objetivo de todos esses sistemas de cura, que utilizam os efeitos terapêuticos dos fitoterápicos, é estimular os processos metabólicos capazes de manter o estado de equilíbrio corporal.

A fitoterapia oferece caminhos alternativos às terapias tradicionais focando a natureza como  objeto de escolha para a melhora da saúde global dos pacientes. A problemática dos distúrbios nutricionais relacionados à  alimentação muito quantitativa, pouco qualitativa e a  baixa ingestão de fatores botânicos pela coletividade torna relevante a participação do profissional  nutricionista  nesse contexto. Produtos de origem vegetal, denominados fitoterápicos, aqui compreendidos em toda sua abrangência, estão relacionados com a exploração científica e tecnológica de compostos bioativos empregados na prevenção, tratamento e melhora dos comprometimentos metabólicos.

Diante da complexidade na área da saúde humana e a responsabilidade da interação da ciência da nutrição com os extratos botânicos, é de suma importância que o nutricionista procure uma excelente formação na área da fitoterapia.  Alguns critérios são importantes para que o nutricionista possa prescrever os fitoterápicos, tais como: saber qual parte da planta utilizar e todas as propriedades terapêuticas da mesma;  conhecer os critérios de controle de qualidade; saber qual a melhor forma de utilização; saber qual a dosagem e tempo do tratamento; avaliar a toxicidade, interações e possíveis efeitos colaterais das plantas; não prescrever fitoterápicos que estão sob prescrição médica e respeitar a avaliação da equipe multidisciplinar.

Cabe ao nutricionista a valorização de mais essa conquista, validando a sinergia entre a prescrição dietética, prescrição de suplementos e a fitoterápica, a fim de que essa interação engrandeça e qualifique ainda mais o  profissional.

     
 
 
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